terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Voz do Pastor - "A Palavra se fez carne e veio morar entre nós" (Jo 1, 14)


Meus irmãos, Cristo, Verbo eterno do Pai, se encarnou num tempo e história concretos, mas continua exercendo a sua eficácia na medida em que o acolhemos e permitimos plasmar em nosso coração seu Coração Misericordioso que é solidário e companheiro nas estradas da nossa existência, tão marcadas por desafios e perplexidades.
Desta forma, a Palavra de Deus será cada vez mais vivo e eficaz elemento de transformação da sociedade e das nossas relações interpessoais.
No capítulo 55 do livro do profeta Isaías, lemos que: “Como a chuva e a neve que caem do céu para lá não voltam sem antes molhar a terra e fazê-la germinar e brotar, a fim de produzir semente para quem planta e alimento para quem come, assim também acontece com a minha palavra. Ela sai da minha boca e para mim não volta sem ter produzido seu resultado, sem fazer aquilo que planejei, sem cumprir com sucesso a sua missão”. (vv. 10-11)
Nosso Senhor Jesus Cristo realizou plenamente esta profecia de Isaías quando, na sua encarnação e no curso de toda a sua humana existência, não tinha outro desejo que o de realizar com alegria a soberana Vontade do Pai, que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva.
Do mesmo modo, irmãos, é grande a nossa missão, à medida que nos identificamos mais plenamente a Cristo na sua vida e missão, paixão, morte e ressurreição. Nos sacramentos nos configuramos a Cristo e Ele nos dá seu Espírito que nos impulsiona à missão.
É imperiosa a conscientização de todos os batizados para a missão “ad gentes”, pois conscientizados do seu múnus missionário, os cristãos são impelidos a um decidido e ardoroso envio que se realizará no tecido da nossa história cotidiana através de opções e posicionamentos, estilo e modos de convivência reveladores de um espírito inquieto e desejoso como o de Cristo pela salvação dos homens.
A nova evangelização não se refere a uma “outra evangelização”, pois Cristo e sua mensagem salvífica permanecem os mesmos, precisamos, entretanto, semear a Palavra eterna em cada tempo, confrontando todos os desafios hodiernos. Em nosso tempo, um dos grandes e instigantes desafios é justamente a evangelização dos batizados.
O Papa João Paulo II apontava para a urgência de uma nova evangelização com novos métodos, novo ardor e novas expressões. Em nossos tempos, faz-se necessária uma atenção no sentido de defender e promover os direitos humanos de toda pessoa, em especial o direito à vida. Que seja esta uma estrada segura para vivermos bem o mês missionário deste ano.

Dom Edney Gouvêa Mattoso,
Bispo Diocesano de Nova Friburgo

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