sexta-feira, 6 de maio de 2011

49ª AG: “As catástrofes continuam e sem ações o problema persiste”, disse dom Edney Gouvêa

O bispo de Nova Friburgo (RJ), dom Edney coletivadeimprensa49ag2, presidiu a missa na parte da manhã, no Santuário Nacional. Na homilia, ele lembrou as catástrofes naturais ocorridas no Brasil, no início do ano. À tarde, durante a coletiva com a imprensa, dom Edney pediu para que a população e o Governo não se esqueçam das regiões que foram atingidas pelas tragédias.
O bispo friburguense destacou o trabalho de protagonismo da Igreja de apoio material e espiritual às vítimas, que contou com a força de quase mil voluntários. “Nós já vivemos o luto suficiente. Agora, é preciso recomeçar e a sociedade cobra para que os governantes façam a sua parte”, declarou, ao cobrar soluções do poder público não só na região serrana, mas em várias outras regiões.
Dom Edney começou a coletiva agradecendo o trabalho da imprensa em divulgar e informar a sociedade do ocorrido em Nova Friburgo. Segundo o bispo, somente as imagens do ocorrido puderam demonstrar a magnitude da catástrofe natural que sofreu aquela região do estado do Rio de Janeiro. “Somente em Nova Friburgo (RJ) foram aproximadamente 500 mortos e dezenas de desaparecidos”, disse o bispo.
Dom Edney explicou que as tragédias em Nova Friburgo ocorreram por consequência de vários fatores. “Não havia como prever um fato como o que acometeu o estado. Ações provocadas por esses desequilíbrios da natureza tendem a aumentar. É preciso realizar ações macro para que não tenhamos que lamentar tantos desastres. Controlar as ações da natureza é difícil”, ressaltou dom Edney.
O bispo lembrou ainda que em sua região há pelo menos 200 encostas com risco de desabamento, e pediu para que a ação do Estado comece o mais rápido possível para evitar futuros desastres. “Chega de tanto desastre, chega de tantas mortes”.
União homoafetiva
Coletivadeimprensa49agPerguntados sobre o julgamento da união homoafetiva que acontece no Supremo Tribunal Federal (STF) desde ontem, 4, em Brasília, o porta-voz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a 49ª AG, dom Orani João Tempesta, e os três bispos que concederam a coletiva de imprensa responderam aos jornalistas com a posição da Igreja sobre o tema. Dom Orani, porém, frisou que a discussão não é assunto da Assembleia Geral.
Para dom Orani, “A Igreja sempre defendeu e defenderá os direitos das pessoas. É contra qualquer exclusão, sempre combateu todas as formas de exclusões, luta pelos oprimidos e quer levar a vida para todos”.
O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Mol Guimarães, disse que é justo quando se concede aos casais homoafetivos os direitos econômicos, repartição de bens, mas ressaltou que a preocupação da Igreja é com a entidade família.
“Penso que se pontua muito bem quando se fala de direitos econômicos, repartição de bens aos casais homoafetivos. Tudo isso tem que ser feito mesmo quando as pessoas estão conjuntamente empenhadas, mas a grande preocupação da Igreja e de muitas outras pessoas e instituições é exatamente com a base da família. Penso que esse é o grande pano de fundo do julgamento que está se dando, agora, no Supremo”.
Dom Edney Gouvêa Mattoso, bispo de Nova Friburgo (RJ) disse que é preciso para a diferença entre união civil e casamento. “Uma coisa é união civil, outra coisa é casamento”. Ainda segundo ele, “o direito de duas pessoas que conviveram e constituíram patrimônio, herdar, eu penso que é consenso, mas não se deve chamar a essa união casamento”.
“Nós sempre defenderemos a união sacramental da família: ‘os dois formarão uma só carne e o que Deus uniu o homem não separa”’, completou o arcebispo de Maringá (PR), dom Anuar Battisti.

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